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O que mais eu devo fazer para motivar meus alunos?

28 maio

Confira trecho do livro “Motivação para Aprender, Motivação para Ensinar” de autoria da psicóloga Vivien Rose Böck, diretora do CAPE.

 

Alguns anos atrás, uma professora de literatura, falava sobre um momento muito frustrante vivido com seus alunos. Contou que havia preparado com todo esmero e dedicação uma aula de literatura sobre a fase do Romantismo. Passara a noite trabalhando e julgou que ficara muito bom, a ponto de mostrar o planejamento para um colega professor da mesma matéria. Mas sua frustração surgiu com os alunos, para os quais preparara a aula. Eles não manifestaram qualquer interesse pelo assunto, alguns passaram o período conversando, outros estavam totalmente desatentos.

 A professora  perguntou, num misto de desencanto e indignação:

 “-Tanto trabalho, tanta dedicação e os alunos nem aí. Eu me dediquei, criei uma aula interessante e eles não se interessaram. O que mais eu devo fazer para motivar meus alunos?”

O que se pode fazer é mudar o entendimento, a linha de compreensão sobre motivação escolar.

No caso exemplificado anteriormente, a professora trouxe autores, datas, obras, muito bem organizados, mas isso não atraiu seus alunos. Eles não demonstraram necessidade interna própria de saber sobre o Romantismo. Talvez essa fosse uma vontade da docente, talvez venha a ser uma necessidade futura dos alunos, mas naquele momento não havia essa carência e assim não houve motivação e em conseqüência, não houve aprendizagem.

No entanto os jovens querem saber de romance, os adolescentes facilmente são românticos, pois esta é uma característica desta etapa da vida, os namoros, os encontros, os primeiros amores… Provavelmente a docente teria tido mais atenção dos alunos se tivesse aproveitado e integrado as experiências românticas deles com a fase literária do Romantismo.

O erro da docente foi acreditar que ela podia motivá-los.

Ninguém motiva alguém. A idéia, muito disseminada, de o professor conseguir motivar os alunos é falsa e cria expectativas frustrantes.

Para que existam estudantes motivados para a aprendizagem, é necessário entender o processo motivacional e as circunstâncias nele implicadas.

 

O que é motivação?

A motivação é compreendida como uma energia interna que impele as pessoas à ação.

 Segundo Bergamini (1997) a “motivação é função tipicamente interior a cada pessoa, como uma força propulsora que tem suas fontes frequentemente escondidas no interior de cada um e cuja satisfação ou insatisfação fazem parte integrante de sentimentos experimentados tão somente dentro de cada pessoa”.

A motivação provem da pessoa, de dentro para fora, e não de fatores externos ao sujeito, apesar de poder ser influenciada por eles. A própria palavra – motivo + ação – descreve este processo, ou seja, é necessário existir um motivo interno para desencadear uma ação.

Os motivos são entendidos como necessidades próprias da pessoa, não satisfeitas, que geram sensações físicas ou emocionais negativas, de tensão, as quais ameaçam a integridade da pessoa. (Bergamini, 1997; Huertas, 1997; Vernon, 1973). Conforme a intensidade deste desconforto, os indivíduos sentem-se pressionados a agir de modo a encontrar um equilíbrio de bem-estar pessoal. Assim quanto mais intensa for a necessidade, maior será a motivação.

A motivação é conseqüência de necessidades não satisfeitas.

A pessoa aprende quando enfrenta em si e reconhece uma situação de falta ou carência. Se esta problematização não ocorre, a aprendizagem não se inicia ou, se iniciada, não se consolida (Fernández, 2001).

A simples enunciação do objeto de conhecimento, normalmente, não é suficiente para mobilizar a atenção do aluno sobre o tema. É necessária uma ação educativa no sentido de provocar, desafiar, estimular, ajudar o estudante a estabelecer uma relação significativa com o assunto, que corresponda, em algum nível, à satisfação de uma necessidade sua, mesmo que esta necessidade não estivesse tão consciente de início. (Vasconcellos, 1992)

Portanto para que os alunos sejam motivados deve-se pensar quais são as necessidades deles, ou como fazer para provocá-las, para suscitar suas carências.

O desafio está em fazer o aluno desejar o que lhe é oferecido em sala de aula pelo professor.

Saiba mais em  www.capepsi.com.br/publicacoes

ou em nosso curso EAD Professor: Pessoa e Profissional 

Dica de Filme: Vermelho como o Céu

28 abr

Filme indicado para o trabalho de sensibilização para a inclusão escolar de deficientes visuais é uma ótima dica para assistir durante o feriado. Confira abaixo a análise desta história real, filmada com extrema sensibilidade e poesia, feita pela psicóloga e especialista em Psicologia Escolar (CAPE) Marina Consul:

O filme se passa da década de 70 e retrata a história de Mirco Balleri, um menino de dez anos que após sofrer um acidente ao brincar com a arma do pai perde quase completamente a visão. Por indicação do médico que o atendeu – que reforça que há uma Lei na qual deficientes não podem frequentar escolas regulares, mas sim ir para uma escola especial – os pais decidem com insegurança e pesar levar o menino para um internato religioso que atende crianças cegas.

Nesse internato o diretor é extremamente rígido e amargurado, provavelmente por ter perdido a visão também. A escola utiliza um regimento de rotina e controle sobre os alunos, restringindo as atividades como brincar apenas no pátio da escola, fazer as refeições e dormir, além da limitante atividade de tecelagem para as crianças. Mirco tem dificuldades em se adaptar à escola e se recusa a aprender o Braile, mas mesmo assim seu professor Don Giulio não desiste de estimulá-lo.

Certo dia Mirco encontra um gravador e começa a explorar sons e gravá-los para usar na apresentação do trabalho que o professor pediu sobre as estações do ano. A partir daí, o aluno entra num universo novo, de fantasias, de construção de aprendizagem de uma forma criativa. Quando o diretor descobre repreende o menino, proibindo que seguisse com a intromissão no material da escola destinado ao uso dos professores. Seu professor Don Giulio, no entanto oferece um gravador com a condição de que Mirco aceite a aprender o braile.

Mirco faz amizade com a menina Francesca – filha de uma funcionária da escola, e juntos embarcam no projeto de criar uma história com sons gravados que imitam dragões, princesas, madrasta, passos, enfim diversas situações que uma pessoa cega pode ouvir para imaginar. Os outros colegas descobrem e se interessam, e Mirco acaba arranjando papéis para a participação de todos. Quando o diretor descobre a atuação dos alunos com o gravador, ele decide expulsar o aluno Mirco, o que causa revolta no professor Don Giulio, nos alunos e em Francesca que busca a ajuda de Ettore, um ex-aluno cego que trabalha na fundição da cidade e que Mirco e Francesca conheceram num dia que fugiram do colégio para passear de bicicleta. O professor Don Giulio se manifesta contra a expulsão e Ettore convida cidadãos e equipes de outras escolas que se posicionam contra a expulsão do aluno na porta do instituto.

Por fim, o professor Don Giulio passa a se responsabilizar e decide junto com os alunos apresentar para os pais dos internos a produção que eles mesmos construíram para a peça de final de ano, ainda com a ideia de que todos deveriam usar vendas para ouvir e sentir como os seus filhos.

Esse filme remete a um tema atual que é o da inclusão nas escolas normais, ou seja, de poder integrar, valorizar e incentivar o aluno com deficiências a desenvolverm suas habilidades de aprendizagem junto com outras crianças sem deficiências. A deficiência passa a ser vista como uma particularidade, como todas as pessoas tem as suas. Acredito que a troca de experiências e a convivência com outras crianças promove a diminuição do preconceito e da exclusão e permite trocas muito ricas na convivência escolar. Para Tessaro (2005), só se pode falar de integração quando há uma efetiva interação entre deficientes e não deficientes. Os programas de ensino especial devem estar compatibilizados com os do ensino regular, portanto, faz-se necessário o convívio social entre alunos, professores e demais profissionais da escola, assim como a família é importante nesse processo. A autora ainda ressalta que a integração é um processo complexo que envolve a adaptação de todas as partes: população geral, profissionais, familiares e a própria pessoa a ser integrada. Vale ressaltar que o princípio básico da educação inclusiva implica na possibilidade de que todas as crianças aprendam juntas, independente de suas dificuldades ou diferenças. (Tessaro, 2005)

O’Regan (2007), refere-se as limitações visuais como uma variedade de dificuldades, desde pequenas limitações até a cegueira total. O autor enfatiza que para fins educacionais, tais crianças são consideradas portadoras de limitações visuais se necessitarem de adaptações em seu ambiente e/ou apoio físico por meio de equipamentos para acompanhar o currículo. Aqueles cuja visão é corrigida por óculos não devem ser incluídos neste grupo. Uma criança cega costuma ser definida como aquela que necessita de métodos não-visuais para aprender – como o Braile – bem como a audição. Segundo Gotti (1998) citado por Tessaro (2005), a inclusão escolar significa um novo marco conceitual e ideológico, o qual precisa envolver políticas, serviços sociais e comunidade. Implica considerar, aceitar e reconhecer a diversidade na vida e na sociedade, isto é, identificar que cada indivíduo é único, com suas necessidades, desejos e peculiaridades próprias.

As escolas necessitam de muitos recursos ainda para alcançar a proposta da inclusão nas escolas, e para isso deve-se contar com a habilitação dos profissionais da escola e o amparo do Estado. De acordo com a Revista Nova Escola, “a organização dos objetos da sala de aula deve ser compartilhada com o aluno, a fim de facilitar o acesso e a mobilidade. Manter carteiras, estantes e mochilas sempre na mesma ordem, comunicar alterações previamente e sinalizar os objetos para que sejam facilmente reconhecidos. O aluno cego tem direito a usar materiais adaptados, como livros didáticos transcritos para o braile ou a reglete (prancheta para a escrita em Braile) para escrever durante as aulas. Antecipar a adaptação dos textos junto dos educadores responsáveis pela sala de recursos, que deve contar com máquinas braile, impressora e equipamentos adaptados.

A alfabetização em braile das crianças com cegueira total ou graus severos de deficiência visual é simultânea ao processo de alfabetização das demais crianças na escola, mas com o suporte essencial do Atendimento Educacional Especializado (AEE). Vale lembrar que, de acordo com o Decreto 6.571, de 17 de setembro de 2008, o Estado tem o dever de oferecer apoio técnico e financeiro para que o atendimento especializado esteja presente em toda a rede pública de ensino. Mas cabem ao gestor da escola e às Secretarias de Educação a administração e o requerimento dos recursos para essa finalidade. Oferecer ambientes adaptados, com sinalização em braile, escadas com contrastes de cor nos degraus, corredores desobstruídos e piso tátil, é mais uma medida importante para a inclusão de deficientes visuais. O entorno da escola também deve ser acessível, com a instalação de sinais sonoros nos semáforos e nas áreas de saída de veículos próximas da escola”.

O personagem Mirco é um menino repleto de criatividade e com muita capacidade para aprender, mas o instituto em que estava não estimulava nem oferecia novas intervenções no ensino, não havia atualização nem a escuta da necessidade dos alunos. Mirco adora cinema, inclusive levou seus colegas escondido a uma sessão como uma forma de fazer algo inovador, tanto que todos se divertiram muito. Hoje em dia já existem filmes com audiodescrição – que descrevem as cenas entre os diálogos, o cenário é descrito para que os deficientes visuais possam apreciar filmes. No site audiodescrição.com.br é possível encontrar a seguinte definição: “A audiodescrição é o recurso que permite a inclusão de pessoas com deficiência visual em cinema, teatro e programas de televisão. No Brasil, segundo dados do IBGE, existem aproximadamente 16,5 milhões de pessoas com deficiência visual total e parcial, que se encontram  excluídos da experiência audiovisual e cênica. A acessibilidade nos meios de comunicação é um tema que está em pauta no mundo todo. Os esforços neste sentido visam não apenas proporcionar o acesso a produtos culturais a uma parcela da população que se encontra excluída, como também estabelecer um novo patamar de igualdade baseado na valorização da diversidade.”

O cartunista Maurício de Sousa criou uma personagem cega chamada Dorinha que se envolve em várias atividades comuns com os outros personagens, demonstrando as potencialidades que podem ser desenvolvidas. Criou também filmes da Turma da Mônica com audiodescrição para crianças cegas, que podem ser facilmente encontrados na rede de internet. Maurício de Sousa define a personagem: “Dorinha é uma das mais novas integrantes da Turma da Mônica. Garota cega, que reconhece seus  amigos pela voz, pelo cheiro, e está completamente enturmada. É inteligente, meiga e participa de várias aventuras da Turma da Mônica. Estreou na edição no 221 do gibi da Mônica, editora Globo. Antenada com tudo o que acontece à sua volta, inclusivena moda, Dorinha está sempre deslumbrante, com roupas fashion, corte de cabelo moderno, óculos escuros, segurando, numa mão, a sua bengalinha e na outra, a coleira do Radar, um labrador esperto e carinhoso que a ajuda a se guiar. A personagem, bastante extrovertida, brinca normalmente como qualquer criança. Ela surpreende os amiguinhos com suas habilidades e sentidos aguçados como o tato, a audição e o olfato”. (Maurício de Sousa).

Considero a inclusão um tema ainda pouco discutido em relação à forma que deve ser adotada. As escolas ainda não estão preparadas para assumir e integrar um aluno com necessidades especiais. Acredito que seja um longo caminho a ser trilhado e uma grande responsabilidade do psicólogo escolar atuar nessas circunstâncias, se informando e auxiliando a escola com essa nova realidade que tende a trazer benefícios para todos.

 

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10 anos de CAPE

11 jul

CAPE no dia de hoje, 11 de julho, completa 10 anos. E como muitos dizem:

“- Puxa vida, parece que foi ontem…”

Centenas de alunos frequentaram nossos cursos, inúmeros cursos. Através dos presenciais em nossa sede em Porto Alegre, em várias cidades do interior do Estado e este ano em São Paulo. E pelos cursos em EAD chegamos em locais muito distantes, indo a Altamira, Manaus, Brasília, Pirassununga (SP), Lauro Freitas (BA), Pesqueira (PE)…

E vamos falando, ensinando e principalmente trocando ideias sobre Psicologia Escolar. E é aí o ponto que mais me emociona: quem é essa gente que busca saber sobre Psicologia Escolar? E quem são estas professoras tão apaixonadas pelo tema?

São pessoas muito legais, muito do bem, que querem mudar este mundo para melhor, que buscam e transmitem conhecimento, que se inquietam com a Educação que presenciam ou que experenciaram, que querem entender, crescer e fazer crescer.

O CAPE trabalha com multiplicadores.

O conhecimento e a prática que temos a pretensão de acreditar que transmitimos e construímos com estas pessoas tem outro destino: são as crianças, os adolescentes, os professores e as famílias dos alunos, não apenas para intervir em sofrimento, mas principalmente para prevenir e promover saúde mental na escola e é na escola que passa toda a sociedade.

Quando começa um novo curso eu me emociono e penso: aonde e para quem, o conhecimento que a professora começa a colocar naquele momento, vai alcançar? E aí eu quero crer que um pouco do CAPE chega no endereço certo e que vai fazer bem para alguém, para algum aluno ou aluna, ou professor ou professora, enfim que de alguma forma a Psicologia estará a serviço da Educação.

A todas e todos que fizeram o CAPE nestes 10 anos, muito obrigada!

Vivien Rose Böck

Post 10 anos

As vantagens do ensino à distância

7 dez

Esta semana mais uma turma do curso de Psicologia Escolar na Educação Infantil EAD está encerrando suas aulas. Esta modalidade de ensino tem ganho cada vez mais adeptos; só no Brasil houve um crescimento de cerca de 50% no ano passado segundo dados da Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância). Em sua grande maioria, os alunos de EAD são mulheres entre 18 a 30 anos, que decidem trabalhar ao mesmo tempo que se dedicam aos estudos.

Entre as vantagens do ensino EAD, os especialistas destacam:
– Respeito às diferenças de aprendizado de cada aluno, pois o curso pode ser realizado de acordo com o tempo que cada um leva para assimilar os conteúdos;
– Autonomia: o aluno decide o que ele quer fazer e quando quer estudar;
– O aluno não tem a necessidade de deslocar-se para assistir às aulas, podendo conciliar sua vida familiar e profissional com seus estudos;
– Permite a troca cultural: há, no mesmo curso, alunos residentes de diversas partes do país, como é o caso dos cursos do Cape, com alunos de norte a sul do Brasil.
Fique ligado no site do Cape www.capepsi.com.br para acompanhar os cursos EAD que abrirão inscrições em 2014.
Fonte: Educação a distância ganha adeptos – Diário de São Paulo – http://www.diariosp.com.br/mobile/noticia/detalhe/61213/Educacao+a+distancia+ganha+adeptos

CAPE agora tem ensino à distância

14 set

Em 2009, mais de 2 milhões de pessoas frequentaram cursos de ensino à distância no Brasil (ABED, 2009). Provavelmente, a quantidade de estudantes nesta modalidade em 2012 seja superior a este número, dado ao desenvolvimento e popularização das tecnologias que permitem o acesso a este tipo de ensino.

A cada curso lançado pelo CAPE, recebíamos vários e-mails de contatos lamentando não ter disponibilidade de participar do curso, seja pela incompatibilidade de horários, seja pela distância de sua cidade em relação a sede do CAPE. Por esta razão, decidimos criar uma plataforma de ensino à distância, permitindo com que alunos e alunas que necessitem de horários mais flexíveis para frequentar as aulas ou que sejam dos mais diversos pontos do estado e do país possam ter acesso à qualificação que o CAPE oferece. O nosso primeiro curso de Ensino à Distância  é o de Psicologia Escolar na Educação Infantil.

Entre as vantagens do ensino à distância, a Associação Brasileira de Ensino a Distância (ABED), destaca:

·         Flexibilidade de horário e de local

·         O aluno estabelece o seu ritmo de estudo

·         Valor do curso menor que do ensino presencial

·         Capilaridade ou possibilidade de acesso em locais onde o ensino não chegava

·         Democratização de acesso à educação: atende a um público maior e mais variado que os cursos presenciais

·         Incentiva a educação permanente

·         Atende aos ritmos de estudo diferenciados

·         Estimula familiarização com as mais diversas tecnologias

Por todas estas razões, o CAPE decidiu ampliar seus horizontes de atuação e romper com as barreiras de tempo e espaço para construir, junto a nossos alunos, um espaço para compartilhar e construir conhecimento, além de disseminar esta disciplina tão importante que é a Psicologia Escolar.

Fonte: Associação Brasileira de Ensino a Distância (ABED) http://www.abed.org.br

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