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Janeiro Branco também se faz nas escolas

18 jan
O Janeiro Branco é uma campanha com o objetivo de mobilizar e conscientizar a sociedade em favor da saúde mental.

Neste sentido, é importante pensar no papel da psicologia também no contexto das escolas. É através da Psicologia Escolar que se pode promover a saúde mental da forma mais ampla, atingindo grande número de pessoas e atuando preventivamente em crianças, jovens e suas famílias.

As principais queixas surgidas no âmbito escolar referem-se a distúrbios psicológicos que alunos e professores vem apresentando. São comportamentos desviantes que traduzem e promovem grande sofrimento psicológico.

Por parte do alunato temos o quadro de bullying onde alguns alunos tornam-se vítimas de humilhações morais e/ou ataques físicos por parte de colegas e agressores que se comprazem em suas agressões, sendo que ambas as partes deste infeliz fenômeno merecem um olhar atento em suas consequências e motivações e uma intervenção especializada e não amadora e meramente paliativa como vem ocorrendo em nossas escolas.

Podemos citar ainda o problema das drogas, que é ameaça constante e que consome muitos de nossos jovens; a falta de limites e a violência escolar permeiam as salas de aula interferindo no processo de ensino-aprendizagem e são de difícil manejo para professores e diretores; a desmotivação que acomete os alunos para aprender (e que é um dos fatores proeminentes da evasão escolar) como aos professores para ensinar.

Não menos preocupante, sob o ponto de vista da saúde mental, encontra-se os docentes com queixas de desânimo, de falta de energia para continuar sua docência, quadro este conhecido como a Síndrome de Burnout. Este stress que não prejudica apenas o professor, mas que faz com que ele trate seus alunos com ironia e frieza, desqualificando-o enquanto pessoa e minando de forma, muitas vezes, irreversível o vínculo afetivo entre educador e educando.

Além disso, as famílias encontram-se cada vez mais desorientadas e isoladas para educar seus filhos e necessitam de orientação nesta missão, sobrecarregando os docentes e que nem sempre, sabem como ajudar.

Evoluímos no número de crianças e jovens que frequentam nossas escolas e devemos agora fazer com que a qualidade da vida escolar acompanhe a quantidade. Neste sentido faz-se necessário que a escola seja apoiada por profissionais aptos para o atendimento e entendimento dos conflitos emocionais e comportamentais.

 

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